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Começou um dos eventos mais esperados no segundo semestre em Vitória: o Festival Nacional de Teatro! Em cartaz na capital de 13 a 23 de outubro, o festival chega a sua 7ª edição, apresentando mais de 30 peças, entre comédias, dramas, monólogos e espetáculos na rua, tudo com entrada gratuita – incluindo um espetáculo encenado em francês (FOTO). Moisés Nascimento, comentarista teatral do 5 minutos, fala sobre a variada programação e indica as peças imperdíveis. Algumas já aconteceram, mas muitas outras ainda vão brilhar nos palcos da cidade. É só marcar na agenda, fazer o seu roteiro e garantir o seu lugar na plateia.

Confira o áudio do comentário clicando aqui.

O quadro 5 minutos é exibido toda quarta-feira dentro do Programa Vice Verso, de 20 as 21h, na rádio Universitária FM 104.7. Ouça, ao vivo, pelo site.

Leia o comentário de Moisés Nascimento ao pé da letra:

O Festival Nacional de Teatro Cidade de Vitória, organizado pela prefeitura municipal, irá percorrer os principais espaços da cidade – Teatro da Ufes, Sesi, Carlos Gomes, Centro Cultural Carmélia, Estação Porto, e Fafi – além da Praça Costa Pereira e bairro Itararé, locais onde acontecerão as apresentações de Teatro de Rua. Nos próximos 10 dias, a cidade vai respirar espetáculos de diversas temáticas, linguagens, sabores, encenados por respeitadas companhias teatrais, locais e nacionais.

De minha parte, fiz aqui a minha lista de peças imperdíveis que desejo compartilhar com os nossos ouvintes/leitores (de imediato, é importante frisar que se trata de uma seleção pessoal, sem nenhuma pretensão de qualificar “isto” ou “aquilo” como de qualidade ou não).

Daqui do estado, elegi como imperdíveis os seguintes espetáculos:

- Há Judas pra Malhar? – Companhia Folgazões. Dia 13, quinta-feira, Teatro do Sesi, 19h.

Livre adaptação da peça O Judas no Sábado de Aleluia, clássico de Martins Pena – este, comumente considerado pelos historiadores como o fundador do teatro nacional.

- O drama Orfeu – Cia Circo Teatro Capixaba. Dia 15, Sábado, FAFI, às 19h.

Adaptação para o teatro de rua da famosa história da mitologia grega.

- Bernarda, Por Detrás das Paredes – Grupo Repertório Artes Cênicas e Cia. Dia 17, segunda-feira, Carmélia, 19h.

Livre adaptação do texto A casa de Bernarda Alba, de Federico García Lorca, e da Poética, de Aristóteles.

- O Coração delator – Grupo Beta de Teatro. Dia 18, terça-feira, Teatro do Sesi, 19h.

Espetáculo inspirado em três contos de Edgar Allan Poe: o que leva o título da encenação, “O gato negro” e “A queda da casa de Usher”. Tem a direção de Fernando Marques, do Grupo Z de Teatro.

- Stultifera Navis, A Nau dos loucos – Cia Teatro Urgente. Dia 20, quinta-feira, Teatro Carlos Gomes, 21h.

Espetáculo de dança, foi construído com base nas obras homônimas do pintor Hironymus Bosch, do ensaísta e filósofo Michel Foucault e da dança de Magno Godoy.

NACIONAIS E INTERNACIONAL:

Tio Vânia (Aos Que Vierem Depois de Nós) – Grupo Galpão (MG). Dia 13, quinta-feira, Teatro Carlos Gomes, 21h.

Encenação e adaptação da peça Tio Vânia, do escritor russo Anton Tchecov.

L’Ode Triomphale – Groupe Théàtre D’Or (França). Dia 14 e dia 15 – Sexta e Sábado – Teatro Carmélia, 20h.

Espetáculo experimental, que envolve a performance, a poesia, o teatro e a dança. Tem como texto base o poema “Ode Triunfal”, do heterônimo pessoano Álvaro de Campos.

Eros Impuro – Brasília (DF). Dia 15, Sábado, Teatro do Sesi, às 19h e 21h.

Escrito e dirigido pelo crítico teatral brasiliense Sérgio Maggio, o espetáculo é um monólogo protagonizado pelo ator J. Abreu. A peça discute o erotismo e a pornografia, bem como os limites moralizadores que demarcam essas definições.

Guerreiros da Bagunça – Pernambuco. Dia 16, Domingo, Teatro do Sesi, 17h.

Texto do gaúcho Guto Greco, dirigido por Rudimar Constâncio, trata-se de um musical infanto-juvenil inspirado em Romeu e Julieta, de Shakespeare. Aqui, o clássico inglês ambienta-se num lixão e é protagonizado por gatos e ratos.

Depois do Filme – Rio de Janeiro. Dia 20, quinta-feira, Teatro da UFES, 21h.

Dirigido, encenado e escrito pelo excelente Aderbal Freire-Filho, a trama apresenta um “personagem que se percebe nos seus últimos momentos de energia, criação, vitalidade e que não se conforma com o fim da vida (ou do filme)”.

Vale a pena assistir a esta encenação, que marca o retorno de Aderbal aos palcos, depois de anos dedicados somente à direção e à escrita.

Sua Incelença, Ricardo III – Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare (Natal/RN). Dia 21, sexta-feira, Teatro Carmélia, 20h.

A Cia Teatro Clowns de Shakespeare é conhecida pela sua proposta de adaptação das obras de Shakespeare ao contexto brasileiro, aos poetas populares ou, como preferem dizer: “um Shakespeare com sotaque nordestino, um Shakespeare com tempero potiguar”.  Daí, podemos esperar que algo inusitado com o Ricardo III inglês irá acontecer em terras capixabas. Só aguardar para conferir.

Moisés Nascimento é graduado e Mestrando em Letras pela UFES. Compositor, músico e professor de literatura. Atualmente é colaborador do Portal Yah! através do blog.

moyseshoots@gmail.com

No meio do caminho tinha uma performance. No 5 minutos desta semana, o comentarista de teatro Moisés Nascimento fala sobre essa arte – presente, principalmente nas obras de Joseph Beuys (foto) – capaz de quebrar expectativas no cotidiano. Mas será que em uma época de multiplicidade ainda há espaço provocativo para a performance com o mesmo efeito que existia em seu princípio, na década de 1960?

Clique aqui e ouça o comentário.

O 5 minutos é um quadro exibido toda quarta-feira no Programa Vice Verso, no ar de 20h as 21h, na rádio Universitária FM 104.7

Leia o comentário de Moisés Nascimento ao pé da letra:

Encerrou-se no último domingo a programação do “Aldeia Sesc de Teatro e Dança”. Com espetáculos, intervenções, debates e reflexões, Vitória por uma semana respirou artes cênicas da melhor qualidade, com belíssimas apresentações locais e nacionais. Uma das coisas que achei interessante trazer foi a intervenção urbana “Bunda e Progresso”, da Cia Urucum de Dança e Teatro, especialmente a que ocorreu no dia 30 de julho, no Triângulo das Bermudas, Praia do Canto. Desfilando entre os bares e restaurantes mais badalados da ilha, a performance “captou” a atenção do público.

É curioso ver o lugar que a performance ocupa no mundo contemporâneo. Nascida de um rompimento com a modernidade, contemporânea da arte pop, do minimalismo – e influenciada diretamente pelo dadaísmo e surrealismo –, a performance ocupa hoje um lugar totalmente desapegado das ações de rupturas que marcaram os anos de 1960 e 1970. Naquele tempo, o ato de combinar intervenções que envolviam artes visuais, teatro, música, dança tinha o intuito de redefinir o conceito de arte, até então bastante estigmatizado, estruturado, embasado no paradigma moderno. Ali, a performance desempenhou um papel importante no processo de ressignificação do fazer artístico, que posteriormente culminou na abertura das amarras do teatro, propiciando uma arte cênica mais híbrida. E o mais interessante nesse processo: a performance nunca teve a intenção de apresentar um produto final, uma arte que quisesse significar algo; pelo contrário, o intuito sempre foi apresentar a arte de maneira não acabada. A ênfase estava mais no processo.

A intervenção “Bunda e Progresso” carrega, minuciosamente, uma discussão instigante, que apreende alguns aspectos importantes do mundo em que vivemos.  Numa época em que o corpo não é mais posto a prova como na época da body art, mas constantemente vinculado a valores tão superficiais, a Cia Urucum apresenta ao público – principalmente do Triângulo, lugar em que tais valores rasos são bastante perceptíveis – a possibilidade de se olhar no espelho.

Todavia, como já foi dito no início deste texto, a performance hoje ocupa lugar bastante diverso. Ao invés do choque, parece provocar o riso; ou o desdém, a indiferença. As pessoas ou se divertem ou, simplesmente, ignoram – o que em nada se aproxima das discussões, debates e novos caminhos que tais intervenções provocavam na segunda metade do século XX.

E é interessante observar a reação do público. Uns pensam que é mais um protesto para atrapalhar o trânsito, outros posam do lado e pedem aos amigos para tirar uma foto. Algumas moças colocam as mãos no joelho, se encaixam pelos quadris e posam ao lado da arte que transita. Vários rapazes tiram fotos, filmam e promovem a risada no boteco com a exibição.

Será que na época em que vivemos, nessa modernidade desprovida de sentidos e valores, ainda cabem performances?

Veja a performande “Bunda e Progresso”, da Cia Urucum de Dança e Teatro, realizada no Centro de Vitória, clicando aqui.

Moisés Nascimento é graduado e mestrando em Letras pela Ufes. Compositor, músico e professor de literatura. Atualmente é colaborador do Portal Yah! pelo blog Fragmentos na Ribalta.

moyseshoots@gmail.com

O Festival ES de Dança já começou e segue com a sua programação gratuita até o próximo domingo (confira o que vai rolar clicando aqui). Para não perder o compasso, o nosso comentarista de Teatro, Moisés Nascimento, movimentou o quadro 5 minutos desta semana falando sobre um conceito criado no final dos anos 1920: dança-teatro. O termo ganhou fama mundial com o trabalho da coreógrafa e bailarina Pina Bausch (foto).

Vai ficar aí parado? É só dar um clique abaixo para ouvir o comentário de Moisés:

5 minutos – Moisés Nascimento – dança-teatro – 06-07-11 by programaviceverso

O quadro 5 minutos vai ao ar toda quarta-feira no Programa Vice Verso, a partir das 20h, na rádio Universitária FM 104.7

Quer o conteúdo desta semana ao pé da letra? Leia abaixo o comentário completo de Moisés Nascimento:

A dança e o teatro (juntamente com a música) formam os pilares das artes cênicas desde a Antiguidade Clássica. Parece-me que, por um excesso de capricho, ou purismo, reinou durante muito tempo um conceito fechado da dança, pensada quase sempre por duas vias: ora pelo paradigma formalista, ora pelo argumento idealizado da dança clássica. Entretanto, embora alguns ainda persistam em as quererem bem distante uma da outra, dança e teatro caminham – principalmente no mundo contemporâneo – muito próximas.

Foi na busca por encontrar caminhos fora da ortodoxia clássica que surge na primeira metade do século XX um grupo de coreógrafos e pensadores favoráveis ao reconhecimento da teatralidade da dança e dispostos a lutarem pelo fim das barreiras que seccionam as artes cênicas. Talvez por já perceberem que a linha que distingue a dança das demais manifestações cênicas fosse praticamente invisível, esse grupo de pessoas passaram a buscar uma arte que estivesse com seus alicerces fixados na história – e não mais num mundo idealizado, puritano, específico. A essa nova percepção e concepção deram o nome de dança-teatro.

Conceito criado pelo coreógrafo Kurt Joos (foto), no final dos anos de 1920, mas que se tornou conhecido no mundo por meio da maravilhosa coreógrafa e bailarina Pina Bausch, o termo dança-teatro (tanztheather em alemão) foi cunhado com o intuito de dar significado às coreografias que confrontavam a ficção e introduziam a realidade e o cotidiano ao universo da dança. Numa proposta estética que vai além das oposições pré-estabelecidas, o conceito propõe uma interação em corpo e linguagem, entre movimentos e palavras. Partindo da dança, o “dança-teatro é a dança que produz efeito de teatro”.

No último dia 30 de junho, completou-se dois anos de falecimento de Pina Bausch. Uma das principais vozes dessa estética, ela buscou uma linguagem na dança que rompesse com as estruturas de poder, de dominação, o que a caracteriza, ainda hoje, como um dos grandes nomes da dança contemporânea. A coreógrafa levou ao extremo o rompimento com a dança pura, convocando a realidade para o seio de seus espetáculos. Uma prova disso pode ser vista em uma de suas criações mais famosas: Café Müller, que veio ao Brasil em duas oportunidades – em 1980 e em 2009, meses antes de seu falecimento –, foi criado em 1978.

O interessante desse espetáculo é que, embora o trabalho de Bausch seja marcado pelo uso da palavra, da expressão oral, nesse trabalho isso não aparece. Todavia, a linguagem ali se faz presente, e as imagens, gestos, corpos, posturas, falam e transmitem a mensagem estética proposta por ela de maneira tão particular que Federico Fellini, após ter visto o espetáculo, afirmou o seguinte: “Com Café Müller, Pina Bausch também criou o seu Oito e Meio”.

Disponibilizo os links abaixo para os leitores e ouvintes apreciarem o espetáculo Café Müller (até porque não me atreverei a analisar aquilo que se deve degustar):

Café Müller PARTE 1 Café Müller PARTE 2 /  Café Müller PARTE 3 /  Café Müller PARTE 4 Café Müller PARTE 5

Moisés Nascimento é graduado e Mestrando em Letras pela UFES. Compositor, músico e professor de literatura. Atualmente é colaborador do Portal Yah! através do blog www.portalyah.com/fragmentosnaribalta

fale com ele: moyseshoots@gmail.com

O que é liberdade para você? Hum, achou a pergunta difícil? Talvez seja porque cada um viva a sua própria ideia de liberdade. Ou será que ainda vivemos em cárceres? Moisés Nascimento traz no 5 minutos da semana esses questionamentos que são o tema central da peça O Cárcere, que estará em cartaz neste final de semana no Teatro Carlos Gomes, no Centro de Vitória. O trabalho é do ator/diretor Vinícius Piedade, cujo texto é uma parceria entre ele e o já consagrado escritor e dramaturgo capixaba Saulo Ribeiro (mais informações sobre a peça no final do post). O assunto também rende uma reflexão sobre o monólogo e suas transformações ao longo do tempo. Tá esperando o quê? Dá o play no link abaixo:

5 minutos com Moisés Nascimento – Monólogo e peça Cárcere – 08-06-11

Tem mais 5 minutinhos? Então leia o comentário de Moisés Nascimento ao pé da letra:

Se vemos a dramaturgia abrir-se para o monólogo, aceitando-o como uma das formas de expressão do teatro contemporâneo – principalmente a partir dos anos de 1950 (Vitória, inclusive, já teve um festival nacional só de monólogos), não era bem assim que acontecia épocas remotas, onde reinavam os teatros realista e naturalista. Isso porque, na dinâmica naturalista e realista, é inverossímil pensar numa personagem que, em diálogos consigo mesmo, numa representação do ato de pensar, por exemplo, fale em “voz alta”. “O homem só não fala em voz alta”, é o que dirão aqueles que pensam o teatro de forma sintética, como uma síntese da vida humana.

Monólogo, portanto, etimologicamente, é um discurso pronunciado por uma única pessoa. É o contrário de diálogo, que pressupõe duas vozes.

Por sabermos que o próprio teatro realista/naturalista fracassa na tentativa de não deixar marcas do criador/enunciador nos diálogos que ocorrem na peça – isto é, não há a menor possibilidade do texto vir a ser naturalista de fato, sem o dedo do ator ou do autor – podemos afirmar que também não existe monólogos sem diálogos com o Outro, ainda que este seja fruto da imaginação, do inconsciente. O monólogo, sobretudo no teatro contemporâneo, é uma representação da ficcionalidade do Eu; o Eu que fala dirige-se a um Eu ouvinte.

Pode ser que, no decorrer do espetáculo, apenas o Eu locutor se pronuncie. Todavia o que ouve está lá presente, ainda que invisível. Há sempre a necessidade dele ali presente. Uma coisa interessante de se dizer é que no o teatro contemporâneo, em que a quarta parede parece não ser mais necessária, muito desse diálogo é travado com o próprio espectador – não apenas com o intuito de estabelecê-lo, mas também de convocá-lo à realidade que vigora no palco.

Muito desses diálogos podem ser notados na peça Cárcere, um espetáculo por vezes cômico, mas que gera um riso dolorido, inquietante. É um monólogo de reflexão, em que a personagem, no caso um pianista, expõe seus dilemas, anseios e angústias vividas durante uma semana numa prisão. De dentro “do seguro”, lugar pra onde são enviados os presos jurados de morte por outros presos, o pianista, ao mesmo tempo em que narra fatos de sua vida dentro e fora do presídio, expõe, sem qualquer necessidade de uma lógica narrativa, o caos cognitivo e emocional que ali vive.

Mais do que um monólogo, Cárcere é um grande solilóquio, é um texto/encenação que se diverge da ideia dialógica do teatro naturalista, mas que mergulha na subjetividade e fragmentação do Eu. Através da proposta da prisão, de narrar um pianista enclausurado, Cárcere expande suas metáforas para a própria situação do sujeito contemporâneo, que, independente do ambiente que vive, está mergulhado num estado de sítio, de vigilância, de controle.

Para ficar em apenas um exemplo do texto, recorto aqui uma passagem bacana, em que o pianista troca algumas palavras com o carcereiro:

Viro para um carcereiro e peço sua ajuda, pergunto “o que é liberdade pra você?”. Ele, dando as costas, responde “liberdade pra mim é fazer o que vou fazer agora: vou pra casa!” Aí eu consigo dizer um “até amanhã” pra ele, que me olha feio, sabendo que vive os dias na cadeia e as noites em casa, num regime semiaberto ao inverso. Página em branco.

A situação do carcereiro, levada para o dia a dia, exemplifica muito do cotidiano do sujeito contemporâneo. Será que não vivemos numa prisão? Será que nós, efetivamente todos nós, não vivemos em regimes semiabertos? Ou talvez fechados? Ou talvez perpétuos?

Sabemos que o que move o mundo, segundo a máxima popular, não são as respostas, mas sim as perguntas. Portanto, o convite à questão está feito. Bora ao teatro, pois Cárcere estará no Teatro Carlos Gomes neste fim de semana: Sábado (11/06) às 20h, e no Domingo (12/06) às 19h.

Os ingressos podem ser adquiridos na cafeteria Kaffa (Rua da Lama), na bilheteria do teatro ou diretamente com a produção do espetáculo: (27) 8187-9272 – Ariny Bianchi. Valores: 30 reais (inteira) e 15 (meia).

Moisés Nascimento é graduado e Mestrando em Letras pela Ufes. Compositor, músico e professor de literatura. Atualmente é colaborador do Portal Yah! através do blog www.portalyah.com/fragmentosnaribalta.