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A Porta do Tapete Voador #13

Nova arte feita por Wagner Oliveira e Gustavo Heringer da Agência Earth, sobre pintura de Shila Joaquim

a porta cartaz

inclusive:

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A Porta do Tapete Voador #13
29 de abril – 16 h – Pç Mesquita Neto
São Mateus – ES

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Movimento de artistas independentes vinculados a diversas linguagens artísticas, tem como formato a ocupação de espaços públicos.
O objetivo é o exercício artístico, a divulgação de trabalhos locais e o acesso à arte partindo dos seus produtores.

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O próximo encontro contará com a participação de Robson Damascena, Lucas Siquara, Sallísia França, Cleber, Daniel Angelo, Eduardo Ojú, Tiago Moura, Maria Eduarda, Warlen Fagundes Gadioli e Mariana S. Oliveira

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Além de palco aberto e exposição do artista plástico Wanderson Bonomo Rocha

marujada de cabôco #54

igreja velha

a partir do dia em que a igreja velha passou a abrigar a erva daninha, depois de já estar aberta ao tempo, não teve jeito, virou templo pagão. foi assim que entrou todas as entidades em seu atrio, sem distinção de credo. assim também aconteceu com o olimpo do mirante e o panteão da rodoviária onde exú, dito jogador, feito oráculo anuncia

– firma o tôco que lá vem pedreira.

coisa parecida se via na avenida cricaré, da ponte ao porto. em todo caso não estamos falando de nenhum deles, só da igreja velha. ela compunha, junto a delegacia, o cemitério e o eucalipto o negativo do cartão postal.

temos portanto dois caráteres da igreja velha, a ruína católica e o templo laico.

marujada de cabôco #53

o amor

e se o livro fosse sobre o amor? mas dói, deixa isso pra lá.

marujada de cabôco #52

restinga

que nos resta além de olhar o céu de madrugada? não canso de perder e achar deltas. as primeiras mangas crescendo, cajus na restinga, pares de mangas e melões. não resta nada além de olhar a madrugada.

dizem haver um feiticeiro no palmitinho, o eucalipto bateu em sua porta e agora ele mora num buraco perto da estrada onde dá no pontal. por toda parte a petrobras traz a coqueiros e pescadores estruturas imensas, piras, caminhões, helicópteros, luzes estendidas no oceano até o petróleo não ter valor.

em urusuquara o banhista brinda nu a sorte de estar nu, o guruçá anda de lado entre águas-vivas mortas na beira da praia.  eucalipto nem petroleo os atinge porque a areia da praia possui um tempo mítico, próprio, lá sempre será como sempre, mesmo depois do mar os engolir.

o farol acena pra mostrar nossa desorientação. e só. em regência o farol novo também acena, o velho só aponta pra bernado e miúdo. já o cemitério dos anjos cala ante todo o  saber do pagão recém-nascido.

onde a restinga está como nice deixou passeiam budas e orixás, os pássaros todos, todas as cores, lá também possuem tempo próprio e nada os atinge, apenas perdem folha por folha.

marujada de cabôco #51

angola da imensa solidão

meu bem você pode ir beber
meu amor eu não vou agora não
se bem o que tenho a peder
na angola da imensa solidão?

Encontro de Folias

No dia 3 de setembro, a partir das 15h o Centro Cultural Araçá realiza o Encontro de Folias, evento folclórico cultural tem o objetivo de valorizar a cultura e o imaginário local, além de mostrar a produção das oficinas desenvolvidas na instituição na área da cultura tradicional.

Os grupos que se apresentarão são Reis de Bois Mirim; Capoeira Araçá; Mulekelê Maculelê; Batucajé Beji - Dança Afro; Batruques — cantos e diversos. Um por todos no cordel e o Maracatu Nação Araçá. Este último estreará sob o comando do músico compositor, arte-educador e professor de cultura afro-brasileira Vitor da Trindade.

O Araçá há anos desenvolve pesquisas e registros sobre a cultura tradicional capixaba e alimenta a preocupação de manter viva em seus educandos as tradições populares. Isto pode ser conferido nas publicações e registro de manifestações, na constante formação de grupos folclóricos e na produção das oficinas de artesanato.

O evento acontecerá na Praça São Benedito, local onde tradicionalmente já acontecem as apresentações do Jongo e as celebrações a São Benedito. Dessa vez a praça será ocupada por folias e cantorias, batuques e danças, manifestações próprias da alegria popular.

Essas manifestações culturais saudarão o público, as autoridades presentes e a comitiva de italianos que, na ocasião, estarão em visita a São Mateus.

Será mais uma oportunidade para oferecermos o que temos de melhor, ou seja, nossa identidade cultural, o cerne mais profundo de uma nação.

Venha e divirta-se!

Festival Prato da Casa [Imalê]

Venho através desta retratar-vos o fato da minha música imalê estar classificada para o Festival Prato da Casa.

Peço a você, se tem alguma consideração por mim, votar neste que vos escreve porque eu quero, por qualquer motivo, ganhar.

A música tocará na Rádio Universitária durante a programação do Bandejão 104.7 – entre 12 e 14hs, nos dias 22 de agosto a 26 de agosto – e pode ser votada ligando para 27 33357914 .

Ela foi gravada no km 13 por Júlio Vasconcelos; quem bate o tambor, na verdade pandeiro do maranhão, é o Eduardo Rodrigues, vulgo Edward Gothic, a quem chamo seo Zuardo; o pandeiro é governado por Daniel Angelo, filho da nobre família de mestres do Jongo de São Benedito.

Berimbau e quem canta sou eu mesmo.

Novamente sobre a música, ela é uma angola e angola é um jeito de capoeira. Junta um apanhado de coisas sobre o negro mulçumano capixaba. Não parece mas fala sobre Ticumbí, Reis de Boi, anemia falciforme, Islã e outras influências mouras do quilombo barrôco São Mateus.

É isso o que tenho a falar pra vocês agora, no mais acompanhe nossa experiência literária – a Marujada de Cabôco – e procurem saber mais sobre A Porta do Tapete Voador. Em breve retorno pra convence-los novamente a votar em mim. A música vai em anexo.

Eduardo Ojú

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